sexta-feira, 31 de julho de 2015

Como correu a Maratona de Inverno 2015 #MLI2015

A ideia central da Maratona de Inverno 2015 #MLI2015 é ler mais livros do que o é habitual ler durante um mês.
Fora os temas que são sugeridos e que eu cumpri e as semanas temáticas que também foram por mim igualmente cumpridas, também consegui ler mais do que habitualmente leio.

A Maratona de Inverno termina dia 3 de Agosto, mas como já atingi os meus objectivos e tenho outros Desafios que têm início no dia 1 de Agosto e outros já tiveram início, tal como o desafio de ler livros de Ficção Científica até ao dia 31 de Janeiro de 2016, vou dar por terminada a minha participação na Maratona de Inverno.

Gostei muito desta Maratona de Inverno 2015, gostava que por cá também se organiza-se uma Maratona assim, não interessa os prémios, mesmo que não existissem era muito bom, mas só que podia ser com a duração de dois meses para não atrofiar tanto a mente.

O meu desempenho na Maratona de Inverno 2015:
Li um total de 15 livros, quando costumo ler ente 9 a 10 livros, num bom mês de leituras. Destes 15 livros será de salientar que um deles, «Prometo Falhar» de Pedro Chagas Freitas, deixei-o após as 50 páginas por tão fraco que é, no entanto vou contabilizar a sua leitura pois as suas 50 páginas custaram-me mais a ler do que qualquer outro livro desta maratona.
Tenho a plena noção que para o final já estava a ficar um pouco cansada, não da maratona, mas do ritmo que estipulei para mim, e por esse motivo tive de adaptar a maratona retirando alguns livros da última semana. O que me deixou com alguma aborrecida comigo dado que era a semana dos livros de autores nacionais. Mas paciência não consegui ter cabeça para tudo.

Globalmente atingi o objectivo da Maratona de Inverno 2015 #MLI2015, tendo contudo de abdicar de muitas horinhas de sono, talvez por isso as leituras da  última semana não tenham corrido como o previsto, no entanto, não falhei nenhum dos pontos do desafio, nem nenhum dos temas das quatro semanas.

Parabéns para mim...iupiiiiii ;) 
Boas leituras!

Opinião sobre o livro «As Aventuras de Alice No País Das Maravilhas» do escritor Lewis Carroll

As Aventuras de Alice no País das Maravilhas
Lewis Carroll
Coleção:  Clássicos
Encadernação:  Capa dura
ISBN:  9789896334888
Páginas:52
Idioma:Português
Preço:6,95 euros

Comecei a ler:31-07-2015

Terminei de ler:31-07-2015




Uma história clássica escrita pelo autor Lewis Carroll e com ilustrações de Robert Dunn. Histórias que continuam a fascinar os mais novos e com uma lição de moral.
Sinopse:
«Desce pela toca do coelho até ao País das Maravilhas, um lugar onde há chás da tarde loucos e jogos de cróquete com cartas de baralho.
Encontrarás lá um gato que ri, uma curiosa lagarta azul e a Rainha de Copas, que quer decapitar a Alice! Irá a Alice conseguir encontrar o caminho de regresso a casa?»retirado da contracapa do livro

Alice no País das Maravilhas (Walt Disney)...

Minha opinião:
Este é um conto infantil que virou um clássico com todo o mérito inerente a um grande clássico.
O livro que li não foi o livro original de Lewis Carroll mas sim um conto adaptado por Ronne Randall para crianças de 8 anos, contudo a beleza da escrita e as ilustrações maravilhosas de Robert Dunn, fizeram-me regressar à minha infância.

Adorei o livro, gosto sempre da personagem do gato e da lagarta azul, mesmo no filme são as personagens que gosto mais, não sei  explicar o porquê, talvez por serem as que eu acho mais fantásticas, neste mundo que já por si é de fantasia. Gosto muito da parte em que Alice está sempre a aumentar e a diminuir o seu tamanho é hilariante e com muito espírito de fantástico. 

Bom foi uma leitura muito rápida, feita em menos de uma hora, estava com insónias e não sabia o que ler, então decidi ler este conto maravilhoso.

Gostei muito e recomendo a sua leitura.
Classificação: 4 estrelas no Goodreads 
Boas leituras!

O escritor_Lewis Carroll_

Lewis Carroll

«Informações biográficas de Lewis Carroll:

Idade: 183 anos
Data do Nascimento: 27/01/1832
Data da Morte: 14/01/1898
Nasceu há 183 anos
Morreu aos 65 anos
Lewis Carroll (1832-1898) foi escritor e matemático inglês. É o autor do livro "Alice no País das Maravilhas". Foi um dos precursores da poesia de vanguarda.
Lewis Carroll (1832-1898) nasceu em Daresbury, Inglaterra, no dia 27 de janeiro de 1832. Filho de um clérico de província, nasceu no presbitério de Deresbury. Estudou no Christ College, em Oxford, recebendo o diploma de matemático em 1845. Permaneceu em Oxford até 1881, trabalhando como professor e conferencista.
Em 1951, passou a dedicar-se a desenhar e fotografar crianças. Passava a maior parte de suas horas livres em companhia das crianças das famílias MacDonald e Liddell. Inventava longas histórias. Em 1862, ao passear de barco com as meninas Alice, Edite e Lorina, da família Liddell, começou a criar a história "Alice no Pais das Maravilhas", publicada em 1865. Em seguida escreveu "Alice Através do Espelho", publicada em 1872, onde o tema é uma partida de xadrez e os personagens são as peças do jogo.
Lewis Carroll publicou também "Um Programa para um Plano de Geometria Aplicada", "Euclides e seus Rivais Modernos" e "Matemática Curiosa", todos com seu nome verdadeiro. Sob o pseudónimo, pelo qual ficou conhecido, publicou "Dinâmica de uma Partícula", "Parques Desertos" e "Belfry". Escreveu as poesia "O Caçador de Serpentes" e "Fantasmagoria", onde introduziu uma forma original de verso: utilizava o sobrenatural e o absurdo, como temas, estilo que foi imortalizado na "Canção do Jardineiro Maluco".
Foi o livro "Alice no País das Maravilhas", que o consagrou. Ao criar os personagens, baseou-se em pessoas da sociedade e da aristocracia da Inglaterra. Há quem afirme que a rainha do Pais das Maravilhas, era a Rainha Vitória.
Lewis Carroll (Charles Lutwidge Dodgson) faleceu em Guildford, Inglaterra, no dia 14 de janeiro de 1898.»retirado do site e-biografias
Boas leituras!

Minha opinião sobre o livro «A Cidade dos Ossos» da série Caçadores de Sombras da escritora Cassandra Clare

A Cidade dos Ossos
Caçadores de Sombras 1
de Cassandra Clare
Edição/reimpressão:2013
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896570231
Preço:15,08 euros

Comecei a ler:28-07-2015
Terminei de ler:31-07-2015




Sinopse:
«No Pandemonium, a discoteca da moda de Nova Iorque, Clary segue um rapaz muito giro de cabelo azul até que assiste à sua morte às mãos de três jovens cobertos de estranhas tatuagens. Desde essa noite, o seu destino une-se aos dos três Caçadores de Sombras e, sobretudo, ao de Jace, um rapaz com cara de anjo, mas com tendência a agir como um idiota…» retirado do site wook

Outras Críticas
«Caçadores de Sombras cria um mundo onde eu adoraria viver.»
Stephenie Meyer

«A atmosfera onde se encontra Clare está influenciada, em partes iguais, pelo terror gótico e a tendência para a fantasia moderna de Neil Giam. Os mais fervorosos fãs de terror, de que o exemplo máximo é Buffy, o Caçador de Vampiros, ficarão rendidos perante esta série.»
Publishers Weekly

«Divertida, obscura e sexy. Um dos meus livros preferidos.»
Holly Black

Thriller a cidade dos ossos
Minha opinião:
Tinha esta saga já fazia algum tempo cá por casa. Vou ser muito sincera estava com muito receio de começar a ler e me desiludir. Como na altura em que a adquiri não pensava nos gastos e contenções a ter com o dinheiro, comprei a saga completa, os seis volumes. Logo se não gostasse deste livro era algo que não me perdoaria, dado o meu desleixo.

Graças a deus isso não aconteceu, estou maravilhada com a história deste primeiro volume da saga Caçadores de Sombras. A escrita é brilhante, os meus sinceros parabéns à escritora Cassandra Clare, consegui criar uma história extraordinária. Note-se que este livro é somente a introdução ao que vai vir nos outros livros.
Cassandra Clare conseguiu com mestria, juntar caçadores de sombras, com feiticeiros, demónios, fadas, duendes, lobisomens, nefelins, Irmãos Silenciosos que habitam a cidade silenciosa, anjos e os mundis - que são os humanos. Tudo isto está também estruturado, bem construído, que ao ler este livro só me veio à cabeça uma coisa:
Depois de Harry Potter temos Caçadores de Sombras. Finalmente uma saga que se pode comparar pela sua escrita, mestria e complexidade.

Contém Spoilers...
Clarissa Fray, que é a personagem principal, pelo menos neste volume, tem uma vida normal apesar de ter perdido o pai quando era uma bebé. Contudo mesmo sem pai, ela sempre soube que podia contar com a sua mãe Jocelyn, pintora, com Luke, o melhor amigo de Jocelyn e com o seu melhor amigo e companheiro de todas as horas e de todas as aventuras, o Simon.

Num dia como muitos outros Clary vai com o Simon à Discoteca Pandemónio, que estava muito na moda principalmente para adolescentes, a intenção é aproveitar noite com Simon. 

O que aconteceu na Discoteca não chamou a atenção de mais ninguém – ninguém nem sequer ficou a saber o que tinha acontecido lá – mas Clary viu tudo, e ela sabe que não está louca: ela tem certeza daquilo que viu: um grupo de jovens de pele tatuada matarem um demónio no depósito da discoteca.
Clary não sabia o que fazer depois de ter sido a única testemunha do estranho assassinato, mas ela não esperava que um dos assassinos – o convencido e irresistível Jace Wayland – fosse atrás dela no dia seguinte, e não para mata-la mas para encontrar respostas. 
Por que Clary o viu quando ninguém mais podia ver? Por que ela, uma simples mundi, teria sido capaz de ver a morte de um demónio?
Isto aconteceu porque Clary é como Jace: uma Caçadora de Sombras.
Designados a matar demónios que invadem a terra, os Caçadores de Sombras são sobre-humanos que através de Marcas do tipo ruínas gravadas na pele adquirem poderes temporários, como tornarem-se invisíveis ou curarem-se rapidamente. 
Clary só conseguiu ver o assassinato do demónio na discoteca por ter a Visão que só uma Caçadora de Sombras pode ter.

Então instala-se a dúvida... 

Um Caçador de Sombras só nasce de duas formas: 1.ª.Bebendo o líquido poderoso do Taça Mortal, 2.ª.Descendendo de uma família de Caçadores de Sombras. 

Logo Clary não bebeu nada de Taça nenhuma, pelo menos que ela se lembre, o que só deixa uma alternativa: Jocelyn, a simples mãe super-protectora é um membro da Clave de Caçadores de Sombras.
Clary quer exigir da mãe umas boas explicações, mas o problema maior é que Jocelyn foi raptada naquela mesma noite por Valentim, o temível Caçador de Sombras que todos achavam que estava morto.
O que Valentim poderia querer com Jocelyn, afinal?
A própria Taça Mortal.
O artefacto angelical que permite a quem beba dele tornar-se um Caçador de Sombras pode vir a ser a principal arma de Valentim. Ao que parece, ele pretende usar a Taça Mortal para criar um exército de Caçadores de Sombras rebeldes dispostos a destruir a Clave e reerguer um novo reinado de Caçadores de Sombras, mais rígidos e mortais.

Clary está mais envolvida em toda esta loucura de Valentim do que poderia imaginar. Com a ajuda de Jace, Alec e Isabelle, ela precisa amadurecer como Caçadora de Sombras e encontrar a Taça Mortal antes de Valentim.
Para piorar toda esta situação temos Simon, o amigo de todas as horas que decidiu ser mesmo um amigo de todas as horas, inclusive as mais perigosas e mortais. Tem também Jace, que com seu jeito metido e mal-educado vai aos poucos conquistando Clary, e Luke, o melhor amigo da mãe, que admite de uma hora para outra que sempre odiou Clary e Jocelyn. Não me posso esquecer,temos também a vizinha de Clary que abriga demónios e foragidos em sua casa,  e um feiticeiro gay excêntrico que apaga a memória de Clary de vez em quando.

Que outras surpresas o mundo guarda para Clary? A verdade é que as surpresas desagradáveis estão só a  começar...

Fim dos Spoilers...
Esta é uma saga que aconselho vivamente, pelo primeiro volume e pelo modo inesperado como termina, promete seguramente ser uma saga e tanto.

Eu gosto muito de fantasia mas não é de qualquer fantasia tem de ser uma boa fantasia e estou definitivamente rendida aos Caçadores de Sombras e à escrita de Cassandra Clare.

Recomendo vivamente a sua leitura.
Classificação de 5 estrelas no Goodreads

Excerto:
«A biblioteca era circular com um tecto afunilado, como se tivesse sido construído dentro de uma torre. As paredes estavam repletas de estantes alinhadas com livros que elevavam tão alto que havia escadas colocadas ao longo delas a intervalos regulares. Não eram livros vulgares - encadernados em cabedal e veludo, tinham robustos fechos e cantos de cobre e prata. As lombadas eram cravejadas com jóias brilhantes e, no interior, tinham iluminuras douradas. Pareciam ter sido manuseados de um modo que lhes dava a aparência não só de serem antigos, mas igualmente bem usados e amados.» pág.68
Boas leituras!

A escritora_Cassandra Clare_

  Cassandra Clare
«Cassandra Clare nasceu no Irão e passou os primeiros anos a viajar pelo mundo com a família e vários baús cheios de livros de fantasia, entre os quais As Crónicas de Nárnia. Mais tarde trabalhou como jornalista em Los Angeles e Nova Iorque. Cassandra Clare vive em Massachusetts com o marido, os gatos e ainda mais livros.» retirado do site wook

Livros que tenho desta escritora cá em casa por ler:
Todos estes livros são da série Caçadores de Sombras.
Boas leituras!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Blog novo visitem...50 páginas por dia

Nestas minhas pesquisas que faço pelo google descobri um blog muito interessante, é um cantinho novo com um nome super giro:
50 páginas por dia este blog nasceu em Junho deste ano a pessoa que o criou é uma menina, que tem leituras e opiniões muito interessantes e muito próprias.

Então pensei porque não divulgar o que existe de novo no âmbito dos blogs literários? Afinal todos nós quando entramos neste mundo precisava-mos de uma mão amiga para divulgar o nosso trabalho, eu não a tive, talvez por isso queira ajudar quem precisa dela.

Vá lá visitem o blog 50 páginas por dia , não custa nada e se gostarem sigam afinal todos nós já passamos pelo estado embrionário do nosso blog, e acreditem e este vale a pena e só tem dois seguidores eu e a responsável pelo blogue.
Vão lá encontrar opiniões dos seguintes livros:
O Velho e o Mar - Ernest Hemingway;
O Mar Infinito - Rick Yancey;
- A Improvável Viagem de Harold Fry - Rachel Joyce;
O Diário de Anne Frank - Versão Definitiva;
A Educação de Felicity - Marion Chesney;
- A Metamorfose - Franz Kafka.

Para já estes são os livros que estão lá opinados e classificados, fiquei muito bem impressionada com o blog por isso, depois de perguntar à responsável do mesmo se o podia divulgar aqui, e de ela ter ficado muito contente e ter aceite, aqui está o meu pequeno contributo que dou aos blogues literários novos com valor que vão surgindo na nossa blogosfera.

Não se esqueçam 50 páginas por dia um blogue a visitar e seguir, não se vão arrepender.
Boas leituras! 

terça-feira, 28 de julho de 2015

Minha opinião sobre o livro_"A Vida Num Sopro"_ do escritor José Rodrigues dos Santos

A Vida Num Sopro
de José Rodrigues dos Santos
Um romance para compreender o Século XX português. Um thriller histórico surpreendente.
Edição/reimpressão:2008
Páginas: 616
Editor: Gradiva
ISBN: 9789896162764
Preço:23,22 euros

Comecei a ler:25-07-2015
Terminei de ler:28-07-2015

Sinopse:
«Portugal, anos 30.
Salazar acabou de ascender ao poder e, com mão de ferro, vai impondo a ordem no país. Portugal muda de vida. As contas públicas são equilibradas, Beatriz Costa anima o Parque Mayer, a PVDE cala a oposição.
Luís é um estudante idealista que se cruza no liceu de Bragança com os olhos cor de mel de Amélia. O amor entre os dois vai, porém, ser duramente posto à prova por três acontecimentos que os ultrapassam: a oposição da mãe da rapariga, um assassinato inesperado e a guerra civil de Espanha.
Através da história de uma paixão que desafia os valores tradicionais do Portugal conservador, este fascinante romance transporta-nos ao fogo dos anos em que se forjou o Estado Novo.
Com A vida num sopro, José Rodrigues dos Santos traz o grande romance de volta às letras portuguesas.»retirado do site wook

Críticas de imprensa...
"Um estilo literário prodigiosamente poético e melódico"
Literaturzirkel Belletristik, Alemanha

"Com uma escrita clara e escorreita, mantém o leitor colado à história"
Corriere della Sera, Itália 

"José Rodrigues dos Santos fascina e informa, ao mesmo tempo que entretém"
Shelf Awareness, Estados Unidos 

"Para ler com prazer"
El Correo Gallego, Espanha

"Escrito com bom humor e uma erudição que resultam numa linguagem fluida"
Bravo, Brasil

"O português dos Santos escreveu de facto um grande romance"
Bild am Sonntag, Alemanha 

"Um thriller histórico refrescante"
Kirkus Reviews, Estados Unidos 

"Um romance misterioso e atraente"
Il Messagero di Roma, Itália

Minha opinião:
«A vida num sopro» fez justiça ao nome pois nunca pensei quando peguei no livro, que tem nada mais nada menos que 611 páginas, que a sua leitura fosse feita num sopro.
Este livro prendeu-me desde a primeira página e quando cheguei ao fim, senti saudades das personagens e tive pena de ter acabado o livro. Esta foi daquelas leituras que quando terminei de ler não consegui evitar parar de pensar nas personagens e no enredo por um segundo. Deitada na minha cama pelas 6 horas da madrugada ou da manhã, a olhar para o tecto, esta leitura levou-me à mais profunda e simples reflexão.

«A Vida Num Sopro» é a história de Luís e Amélia, que se conhecem ainda adolescentes, num liceu em Bragança. A amizade de ambos rapidamente dá lugar a uma paixão de adolescentes, vivida no caminho entre a esquina da rua da casa de Amélia, onde Luís a espera todos os dias, e a porta do liceu, onde rapazes e raparigas têm aulas separadas, em alas separadas, como muitas vezes a minha mãe me conta que assim era.
Contudo, o entusiasmo do namoro dos jovens não é partilhado pela mãe da rapariga, que tem outros planos para a filha. Planos esses, que ignorando a vontade e a felicidade de Amélia visam um casamento conceituado socialmente, onde a filha desempenhará o seu papel de esposa dedicada. E é assim que Luís se vê separado da sua amada, de forma inesperada e abrupta.
Mas, se a separação foi conseguida, os sentimentos de Luís não foram apagados, e mesmo em Lisboa, enquanto estudante de Medicina Veterinária, é Amélia quem ele procura nas relações fugazes que vai mantendo.
Discreto, mas de ideias e ideais muito próprios formados, Luís não está de concorda com o caminho que o país está a tomar e emite as suas opiniões, o que lhe vai trazer alguns dissabores futuros e encontros alguns encontros com a Polícia de Vigilância e Defesa do Estado - PVDE, sendo este organismo o responsável pelo fim inesperado desta história.
Ao longo da leitura do livro tomei conhecimento de factos que ignorava, tais como alguns relatos de situações do antigo regime, sobre a discrepância na lei para homens e mulheres, isto era do meu conhecimento, mas não da forma como é revelada no livro. Como exemplo o livro fala-nos da Lei de Depósito do homem sobre a sua mulher. Esta lei já existia deste 1910 mas tinha sido abolida, contudo, com o Estado Novo voltou a estar em vigor. A lei consistia no seguinte: se a mulher por algum motivo saísse de casa, o marido podia fazê-la regressar de forma compulsiva. Em contraponto, o Estado dizia que tinha dado à mulher o poder de voto, embora todos soubessem que sendo a mulher mais conservadora e católica votaria no Governo vigente. Contudo, o artigo sobre o poder dos homens era esclarecedor: a mulher não podia exercer comércio nem sair do país sem autorização do marido. O marido podia ainda anular o casamento se descobrisse que a mulher não casou virgem. Para além disto tudo, para um caso semelhante as sentenças eram diferentes dependendo se eram para o homem ou para a mulher. Por exemplo, o marido tinha permissão para poder violar a correspondência da mulher, mas o contrário não era válido. Outra situação prevista pela lei era no caso de adultério tínhamos duas sentenças distintas: uma pena branda ao marido que assassinasse a mulher caso a apanhasse em flagrante adultério, se fosse a mulher a apanhar o marido em flagrante adultério e o matasse, a pena seria pesada.
Voltando ao enredo do romance, temos Luís que acaba por se casar com Joana, irmã mais nova de Amélia e responsável pelo reencontro dos dois, mas Amélia é e será sempre a mulher que ele ama e amará. Amélia está casada com um superior hierárquico de Luís, mas nunca esqueceu o seu amor por Luís, a sua paixão de juventude. O encontro entre Amélia e Luís e o sentimento que os une vai levá-los a uma vida clandestina, que apesar de curta será marcada pela tragédia: um assassinato, a que ambos assistem e que terão de ocultar, a bem dos bons costumes.
Queria tanto que este livro fosse ainda maior. O livro já tem muitas páginas, mas eu gostava que fosse ainda mais pormenorizado, que esmiuçasse todos os pormenores. Principalmente na parte do romance entre o Luís e a Amélia.
A personagem que mais detestei, mas que está enquadrada na época foi a mãe da Amélia.
Um pequeno aparte, não contém com um livro sobre o Estado Novo ou a guerra em Espanha. Esperem antes um livro sobre a vida, tão pura ou trágica como era naquele tempo, e que por acaso se insere alguns factos históricos.
Gostei muito dos pormenores históricos como a gíria do povo, o destino que os soldados da guerra tinham pela frente, entre outros aspectos.

Este livro lê-se muito bem pois tem muitos diálogos é um livro muito directo e sem grandes floreados.

Adorei o livro e recomendo vivamente a sua leitura.
Classificação 5 estrelas no Goodreads
Boas leituras!

O escritor _ José Rodrigues dos Santos_

«José Rodrigues dos Santos nasceu em 1964 Moçambique. É sobretudo conhecido pelo seu trabalho como jornalista, carreira que abraçou em 1981, na Rádio Macau. Trabalhou na BBC, em Londres, de 1987 a 1990, e seguiu para a RTP, onde começou a apresentar o 24 horas. Em 1991 passou para a apresentação do Telejornal e tornou-se colaborador permanente da CNN entre 1993 e 2002. 
Doutorado em Ciências da Comunicação, é professor da Universidade Nova de Lisboa e jornalista da RTP, tendo ocupado por duas vezes o cargo de Director de Informação. da televisão pública. É um dos mais premiados jornalistas portugueses, galardoado com dois prémios do Clube Português de Imprensa e três da CNN, entre outros.» retirado do site wook

Boas leituras!


domingo, 26 de julho de 2015

Desafio Leitura Conjunta de Clássico Goodreads

Pois bem eu já tinha referido que a minha participação na Leitura Conjunta de Clássicos do Goodreads dependia do livro vencedor, se o tivesse ou não em casa e se fosse ou não do meu agrado.
O livro vencedor foi Moby-Dick dos escritores 
No entanto, vou ler dois clássicos, escolhidos por mim e tendo em conta todas as leituras que tenho para fazer, os clássicos que vou escolher vão ser:
«A Pérola» de John Steinbeck - 109 páginas
«O Estrangeiro» de Albert Camus - 128 páginas
Estes são os clássicos que me proponho ler no mês de Agosto, espero conseguir conciliar com as restante leituras.
Claro que consigo;)
Boas leituras!

sábado, 25 de julho de 2015

Quarta e última Semana da Maratona de Inverno #MLI2015 _ Quais são as minhas leituras?

Os livros escolhidos para a categoria escritor nacional é:
P.S. Obrigada Ana pela paciência que tens tido comigo.
   Este foi por desafio da Sara do blogue        O Encanto das Histórias  
Boas leituras e boa maratona!

Mais uma chamada de socorro à minha amiga Ana...por favor, tira-me daqui...

Eu sei o que devem estar a pensar então esta tipa já tinha pedido para à amiga lhe retirar o livro "Prometo Falhar" de Pedro Chagas Freitas, e colocar outro e ela fez o favor de colocar dois excelentes romances histórico.
Ainda para mais ela-eu- ficou tão feliz com a troca que se passa agora.

Bom eu explico, o que se passa é que comecei a ler os livros e são demasiado descritivos, eu ando cansada, e não sou pessoa para ler só por ler, provavelmente ia ler os livros agora e não iria tirar o melhor proveito deles. Para isso recuso-me a ler forçada, isso é uma coisa que não faço  agora, já houve tempos em que fazia, mas agora não.
Certamente vai vir o dia em que pegarei nestes livros os saberei saborear como deve ser, mas ainda não é esse o tempo.

Que desilusão de leitora que sou, talvez, mas leio pelo prazer que a leitura me dá e não pelo que possam pensar de mim, se tiver de trocar vinte vezes até acertar no livro certo troco. Porque eu gosto de ter prazer a ler e detesto estar a ler com cara de frete a desejar que o livro acabe, pois não estou nem ali para o livro.

Dito isto, porque tenho consideração pelos meus amigos que aqui costumam vir deixar os seus comentários e gastar o seu precioso tempo, fiz mais um dos meus angustiantes telefonemas à minha amiga Ana, ela começou a rir e disse:«Olha, eu vou ao teu blog e ao teu goodreads e já te ligo a ver o que acho que te encaixa em ti, até já.»

Assim foi, demorou uma eternidade mas acho que valeu a pena ter esperado pois ela esmiuçou tudo no meu blog e no meu goodreads e depois telefonou e disse: «Acho, que tenho uma solução para o teu problema.» e eu «Ai sim, estou com um problema, nem tinha dado conta, mas está bem Ana o que escolhes-te desta vez?» (eu sei não fui muito simpática, mas nós conhecemos há muitos anos e estamos muito à vontade uma com a outra).
«Vai ler um livro, não te vou castigar, nem nada. Mas não mudo mais pois eu sei que deste vais gostar. É como tu chamas um calhamaço.» Caiu-me tudo, já estava a imaginar, não era dificil calhamaços de escritores portugueses só podia ser José Rodrigues dos Santos e nunca li nada dele. « O livro que escolhi para tu leres é "A Vida Num Sopro" mas Carla tens de o ler é lindo eu já o li e sei que é o teu género, tens que o ler», sem hipótese de refutar disse, «Ok, Anocas vou ler, depois direi se gostei ou não».

Então é assim que as minhas leituras da última semana mudam novamente...
Este vai ser o livro da 4.ª semana da Maratona de Inverno e agora ela não troca mais, por isso tenho mesmo de gostar e de o ler, calada e sem reclamar....
Boas leituras!

Minha opinião sobre o livro "Prometo Falhar" do escritor Pedro Chagas Freitas

Prometo Falhar
de Pedro Chagas Freitas
O amor acontece quando desistimos de ser perfeitos
Edição/reimpressão:2014
Páginas: 392
Editor: Marcador
ISBN: 9789897540769
Preço:15,75 euros

Comecei a ler: 22-07-2015
Coloquei de parte: 24-07-2015

Sinopse:
«Prometo Falhar é um livro de amor.
O amor dos amantes, o amor dos amigos, o amor da mãe pelo filho, do filho pela mãe, pelo pai, o amor que abala, que toca, que arrebata, que emociona, que descobre e encobre, que fere e cura, que prende e liberta.
O amor.

No seu estilo intimista, quase que sussurrado ao ouvido, Pedro Chagas Freitas leva o leitor aos estratos mais profundos do que sente. E promete não deixar pedra sobre pedra.
Mergulhe de cabeça numa obra que mostra sem margem para equívocos porque é que é possível sair ileso de tudo.

Menos do amor.» retirado do site wook

Mensagem de Pedro Chagas Freitas aos leitores...
Book trailler do livro...
Minha opinião:

Pessoalmente eu não gosto do escritor, ou lá o que ele é, Pedro Chagas Freitas (PCF), acho uma pessoa muito pouco humilde e chega a ter um quê de arrogante, claro que isto é o que eu acho. Como formei esta opinião sobre o escritor, devem estar a questionar-se. Através de entrevistas várias dadas por ele nos diferentes canais de televisão e por entrevistas escritas em alguns jornais e revistas da área da literatura.

Mas quando adquiri o seu livro "Prometo Falhar" já tinha essa ideia dele, facto que não me impediu de querer conhecer o seu estilo de escrita, e de até vir a gostar dos seus livros, independentemente de não gostar da pessoa em si que os escrevia, poderia vir a gostar do escritor.

«Prometo Falhar» é o título do livro e faz justiça ao livro pois Pedro Chagas Freitas falhou redondamente.
Este foi um livro que não me prendeu à leitura, não tem um fio condutor, tudo bem é um livro de histórias de amor. Mas as histórias são tão banais, tão repetitivas, tão sem magia, tão sem sabor, tão fracas. Este livro para mim foi uma desilusão completa.
Tenho muita pena, pois ao facto de já não gostar da pessoa em si agora não gosto do escritor.

Certamente, se perguntam se estou a avaliá-lo só por um livro e a ser tão radical. 
Calma pessoal, eu já tive a oportunidade de pegar no último livro dele, um favor feito por um amigo dono de uma livraria, que me deixou ficar a um cantinho a esfolhear as páginas do livro «Queres Casar Comigo Todos Os Dias?», que saiu à pouco tempo e está no top 10 de vendas ainda juntamente com «Prometo Falhar».
Como estava a dizer comecei a ler o novo romance dele na esperança de que este sim iria revelar uma faceta diferente do escritor. Li-o na livraria do meu amigo pois se gostasse comprava, mas novamente a desilusão abateu-se sobre mim.
Frases do tipo clichés pelo menos nas primeiras 50 páginas, tal como os contos do livro «Prometo Falhar», não gostei e não comprei, aliviada de ter poupado uns bons euritos.

Pois é eu já li escritores portugueses que agora não leio porque a idade talvez me puxe para outras leituras, mas não é esse o caso da escrita deste escritor.
Quando fui lendo os contos parecia que estava a ler no mesmo conto frases soltas retiradas de outros sítios e coladas ali. O conto no seu todo não tem principio, meio e fim. Depois bate sempre no mesmo, amo-te porque te amo tanto, sei que me amas e blá blá blá...

Prometeu falhar e falhou redondamente de tal forma que foi o primeiro livro que eu pura simplesmente coloquei de parte com vontade de o queimar de tão fútil e estúpida que me senti, por o ter comprado, por ter pensado que na volta a minha embirração com a pessoa nada tinha a ver com o escritor. 

Não gostei, aliás que me perdoem os que gostaram eu detestei o livro, ou o que dele li, deu-me náuseas. 

Só me faz confusão uma coisa como é possível esta coisa que chamam livro estar nos tops à tantos meses????? Mas eu sei o porquê. Conversando com miúdas que deveriam estar mais interessadas em ler «Memorial do Convento» pois era a obra em estudo para o Exame de Português, elas partilharam comigo que gostavam do livro, mas que não era pelo livro em si, mas porque tinha frases fixes para colocarem no face e noutras redes sociais. E assim lá vai estando nos tops um livro com frases "fixes" para colocar nas redes sociais, enfim que mais dizer...mais nada.

Não tenho excertos pois recuso-me a colocar aqui algo de que não gostei.

Leitura vivamente não recomendada.
Classificação 0 estrelas no Goodreads.
Boas leituras!

O escritor Pedro Chagas Fretas

Pedro Chagas Freitas
«Pedro Chagas Freitas escreve. Publicou 22 das mais de 150 obras que já criou. Foi, ou ainda é, jornalista, redactor publicitário, guionista, operário fabril, barman, nadador salvador, jogador de futebol, e muitas outras coisas igualmente desinteressantes. Orienta desorientadas sessões de escrita criativa por todo o país e arredores. Gosta de gatos, de cães e de pessoas. Não gosta de eufemismos e de bacalhau assado.
Tem mais de 100.000 fãs na sua página de Facebook.» retirado do site wook

Boas leituras!

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Minha opinião sobre o livro "A Praia das Pétalas de Rosa" da escritora Dorothy Koomson

A Praia das Pétalas de Rosa
de Dorothy Koomson
Edição/reimpressão:2013
Páginas: 544
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04447-1
Idioma: Português
Preço:14,94 euros

Comecei a ler:20-07-2015
Terminei de ler:24-07-2015

Sinopse:
«Todas as histórias de amor sofrem reviravoltas.
Depois de quinze anos de um grande amor e um casamento perfeito, Scott, marido de Tamia, é acusado de algo impensável.
De repente, tudo aquilo em que Tamia acreditava - amizade, família, amor e intimidade - parece não ter qualquer valor. Ela não sabe em quem confiar, nem sonha o que o futuro lhe reserva.
Então, uma estranha chega à cidade, para lançar pétalas de rosas ao mar, em memória de alguém muito querido e há muito perdido. Esta mulher transporta consigo verdades chocantes que transformarão as vidas de todos, incluindo Tamia que será obrigada a fazer a mais dolorosa das escolhas...» retirado do site wook

O QUE ESTARIA DISPOSTA A FAZER PARA SALVAR A SUA FAMÍLIA?
Book trailler...
Minha opinião:

Adorei este livro, adorei a escrita de Dorothy Koomson, simplesmente fantástica, uma escritora que já entrou para as escritoras descobertas no ano 2015 que mais gostei. 
Fiquei desde logo apaixonada pela forma como a autora escreve e conseguiu transportar-me para dentro do enredo. Por vezes parecia que eu era a personagem que estava a assistir ao desenrolar da história. 

Devo referir que logo o modo como começa o livro é brilhante e foi assim que apaixonei logo pela escrita, ora vejam tão simples quanto isto:«É aqui que a minha vida começa». Isto levou-me logo como leitora a questionar mas afinal o que pode ter acontecido a esta mulher para a vida dela só começar ali?


Um livro que poderia aparentemente ser uma história simples de infidelidade, vai muito além disso. Fala-nos do valor das relações humanas, da amizade, do companheirismo, do maternalismo, da honestidade nas relações inter-pessoais, do relacionamento conjugal, e até um leve cheirinho às relações amorosas entre pessoas do mesmo sexo.

Achei incrível a modo como a escritora vai construindo todo o enredo, não vou contar nada, mas devo salientar que esta é uma história feita sobre verdades e mentiras. O valor da verdade nas relações humanas é aqui muito explorado, seja qual for a natureza da relação humana a que nos referimos. Antes vale uma verdade dolorosa do que uma mentira suave que com o tempo se vai acumulando num conjunto de mentiras e quando dá mos conta vivemos no meio de uma teia de mentiras.Deste modo o este livro transmite também as suas lições de moral para as relações humanas actuais.


Tami é uma mulher que se entrega por completo ao seu amor, ao amor da sua vida, sem restrições e sem limitações, ela confia completamente nesse amor, no entanto, abdica sem dar conta disso, de modo consciente de muitas coisas da sua vida. Scott é o amor da vida de Tami, ela conheceu-o desde sempre e amou-o também desde sempre.
Mas a vida transforma as pessoas, ou talvez não as transforme, simplesmente faz-nos ver o que não víamos nelas. Scott transformou-se em alguém que Tami já não conhecia, já não era o seu marido, com o qual tinha casado e gerado duas lindas filhas. Tami foi sempre, a meu ver, uma mulher forte e independente, com uma perspectiva  daquilo que queria para a sua vida, mas o amor de Scott acabou por lhe transformar as escolhas, incluindo uma carreira de sucesso, e Tami passou a ser não mais do que uma mãe e uma dona de casa, dedicada às filhas, ao marido e à família. Eu acreditava que ela era feliz com a sua escolha, mas questiono-me se não terá abdicado em demasia pelos outros esquecendo-se de si mesma, tornando-se assim apagada.
Scott amava Tami, pelo menos era o que me dava a entender no início, mas depois com o passar do tempo as coisas mudaram.

Muitas vezes, o amor não chega, e a verdade é que, com o tempo as coisas mudam, com o passar dos anos por vezes o amor deixa de ter aquela chama que tinha no início. Se não existir um "investimento" por parte dos elementos do casal na relação ela escapa por entre os dedos e as pessoas acomodam-se numa relação que já não tem nada de confortável, mas que se tornou somente uma rotina.
O que eu senti pelo Scott? Acima de tudo desilusão, depois veio a raiva e a tristeza em simultâneo, os  mesmos sentimentos foram por mim nutridos em relação a Beatrix.
Em relação a  Mirabelle, nunca consegui deixar de confiar nela, sempre a achei uma personagem com princípios, uma personagem fiel, amiga do seu amigo, até ao fim.
Adorei a personagem da Fleur, uma rapariga inteligente, fruto de uma vivência  complicada com o pai e do abandono parcial da sua mãe. Mas acima de tudo uma pessoa que ao longo da parte do livro em que entra, notasse uma evolução, um crescimento interior, um querer deixar para trás um passado que a atormenta e viver um presente que ela tem medo mas está a gostar de o viver.

Achei muita piada às filhas de Tami e Scott, as pequenas Cora e a Anansy, que se vão tornando tão cúmplices ao longo de toda a tragédia que se abate sobre os pais, mas que têm sempre uma palavra meiga e carinhosa para todos os intervenientes. As suas perguntas pertinentes é que me deixou a pensar que no meio de todo este processo as crianças é que sofrem.

Adorei a escritora, tenho muitos livros dela cá em casa, estão no post anterior os livros que tenho e pretendo ler assim que me for possível. Foi muito bom ter descoberto a escritora Dorothy Koomson, mais uma excelente escritora para a lista de 2015.

Gostei muito e recomendo vivamente a sua leitura.
Classificação 5 estrelas no Goodreads.

Excerto:
retirado da internet

«Já ouviram falar da Praia das Rosas?
D lenda da mulher que renunciou a toda uma vida por amor? Percorria uma ilha deserta de lés a lés em busca do amado que se perdera no mar. O seu amor era tão raro e assombroso, tão profundo, tão belo e tão puro que, ao caminhar, os seixos aguçados da praia lhe feriam os pés e cada gota de sangue se transformava numa pétala de rosa, até que a praia se converteu numa manta de perfeitas pétalas vermelhas.
Já ouviram falar da Praia das Rosas?
Valerá a pena matar para a conhecer?» Prólogo 

Boas leituras!