domingo, 26 de fevereiro de 2017

Opinião I "Pequenos Vigaristas" da escritora Gillian Flynn


"Pequenos Vigaristas"
Gillian Flynn
N.º de páginas: 79 páginas
Sinopse:
"Uma jovem astuta tenta sobreviver num universo marginal, mas sobretudo inofensivo. Numa manhã chuvosa de abril, está a ler auras em Palmas Espirituais quando chega Susan Burke. Excelente observadora do comportamento humano, a nossa narradora faz imediatamente o diagnóstico: uma mulher rica e infeliz, ansiosa por um pouco de drama e emoção. Mas quando vai visitar a estranha casa vitoriana onde Susan vive, e que é a causa do seu terror e angústia, percebe que talvez já não seja preciso fingir que acredita em fantasmas… Miles, o enteado de Susan, também não ajuda. Não tarda a que os três se debatam para descobrir onde reside efetivamente o mal, e se existe alguma possibilidade de fuga."retirado do Goodreads

Minha opinião:
Este foi o melhor livro que li este ano, esta escritora consegue sempre surpreender-me.
Terminada a leitura tudo fica no ar e a vontade de ler mais páginas para saber mais sobre o destino dos personagens foi fantástico.
Apesar de ser considerado por alguns um conto por só ter 79 páginas eu considero um livro pois neste pequeno número de páginas temos um enredo formidável e que não deixa nada comparado a um livro de 300 páginas.
A trama do livro é em torno de uma casa que é ou não assombrada, logo a partir deste ponto e sendo um livro da Gillian podemos esperar tudo.
Leiam não se vão arrepender. Gillian Flynn é o máximo.
Classificação: 5***** no Goodreads.

Boas leituras.

Opinião I "O Homem que Trincou o Gato" do escritor Rui Fialho

"O Homem que Trincou o Gato"
Rui Fialho
N.º de Páginas: 106
Sinopse:
"Paco Só é o meu nome.
Filho de António Ninha e Mariana Naça, o meu nome não poderia ser Paco Ninha nem Paco Naça... teve que ficar Paco Só.
Assim começa a fantástica odisseia de Paco Só, o alentejano de São Manços que percorre terras de Portugal e do resto do mundo, em busca de loucas aventuras.
De Foz Côa ao deserto do Saara, de ilhas perdidas no Índico às grandes cidades, Paco Só relata-nos os seus encontros com freiras e mulheres boas, padres e homens superdotados, médicos e trolhas, legionários e até extraterrestres — sem medir nem poupar nas palavras.
As agências funerárias é que vão ficar a ganhar... porque o país vai morrer a rir...
Sobre o autor:
É um homem, tem barba, não é analfabeto e está vivo."
retirado do site wook
Minha Opinião:
Este livro foi lido no decorrer da Maratona de Carnaval, correspondente ao tema um livro que te faça rir. Tendo em consideração os pressupostos anteriores, considero este livro brilhante, cumpre na integra a finalidade a que se propõe. Ri imenso durante as 106 páginas que compõem "O Homem que Trincou o Gato". Confesso que tinha este livro fazia muito tempo na estante, contudo, nunca me atraiu a sua leitura, felizmente li agora e vou ler em breve o livro um outro livro do escritor e da mesma coleção que se intitula "O Filho do Homem que Trincou o Gato".
Se tiverem oportunidade leiam, garanto que vão-se fartar de rir.
Classificação de 5***** no Goodreads.(Nota: esta classificação tem em conta o género literário em causa)
Boas Leituras.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Opinião I "Mar me quer" do escritor Mia Couto

"Mar me quer"
Mia Couto
N.º de páginas: 72 páginas
Sinopse:

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 8º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.

"Um dia o padre Nunes me falou de Luarmina, seus brumosos passados. O pai era um grego, um desses pescadores que arrumou rede em costas de Moçambique, do lado de lá da baía de S. Vicente. Já se antigamentara há muito. A mãe morreu pouco tempo depois. Dizem que de desgosto. Não devido da viuvez, mas por causa da beleza da filha. Ao que parece,
Luarmina endoidava os homens graúdos que abutreavam em redor da casa. A senhora maldizia a perfeição de sua filha. Diz-se que, enlouquecida, certa noite intentou de golpear o rosto de Luarmina. Só para a esfeiar e, assim, afastar os candidatos.

Depois da morte da mãe, enviaram Luarmina para o lado de cá, para ela se amoldar na Missão, entregue a reza e crucifixo. Havia que arrumar a moça por fora, engomála por dentro. E foi assim que ela se dedicou a linhas, agulhas e dedais. Até se transferir para sua atual moradia, nos arredores de minha existência."retirado do site wook


Minha opinião:
Fazia muito tempo que não lia nada do escritor moçambicano Mia Couto. No entanto, na perspetiva de cumprir o objetivo de baixar a pilha de livros que temos na estante, peguei neste pequeno conto de Mia Couto que à muito tempo tenho na minha estante.
Eu não sou propriamente uma seguidora deste escritor, não que não goste dos  seus livros, mas antes porque não tenho muitos. Gosto muito da forma como Mia Couto escreve, neste conto ressaltou o modo sublime com que aborda o amor e de certa forma "amor carnal". As personagens estão muito bem construídas e gostei de as conhecer. Contudo, não foi uma história que eu possa afirmar ter-me agarrado. Não senti muita ligação com as personagens e não senti aquilo que eu gosto quando leio algo, que é estar dentro da história.
Na minha opinião não acho que seja uma leitura apropriada para o 8.º ano de escolaridade, mesmo sendo uma leitura orientada, talvez no 9.º ano se enquadrasse melhor.
Classificação de 3*** no Goodreads.
Boas leituras.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Opinião I "A História de Catherine" do escritor Patrick Modiano

"A História de Catherine"
Patrick Modiano
N.º de páginas:96 páginas
Sinopse:
"Tal como o seu pai, a pequena Catherine usa óculos. E tal como a mãe, que vive em Nova Iorque, gostaria de vir a ser uma grande bailarina. E porque tem de tirar os óculos para dançar, Catherine descobre a vantagem de poder viver em dois mundos diferentes: o mundo real, assim como ela o vê quando tem os óculos postos, e um mundo pleno de doçura, vago e suave, quando os tira." retirado do Goodreads

O escritor-Patrick Modiano-:
Patrick Modiano


"Nascido nos subúrbios de Paris, Patrick Modiano é filho de um comerciante judeu e uma atriz da Flandres. Ambos se conheceram durante a ocupação alemã. Por sua própria admissão Modiano se sentiu "não muito fortemente" ligado ao judaísmo. Ele cresceu inicialmente com os avós e, em seguida, passou a infância em um internato. A morte de seu irmão, com dez anos de idade, foi um choque para ele.
É autor de Missing Person (1978). Escreveu o argumento de Lacombe Lucien (1974) em co-autoria com o realizador, Louis Malle. Em 1972 venceu o Grande Prémio do Romance da Academia Francesa, com o livro Les Boulevards de ceinture, e em 1978 o Prémio Goncourt com o livro Rue des boutiques obscures. Em 2010, foi distinguido com o Prêmio Mundial Cino Del Duca, atribuído pelo Instituto de França, e dois anos depois, em 2012, venceu o Prémio Austríaco de Literatura Europeia.[1]
Centrada na repetição e nas su(b)tilezas, sua obra romanesca se aproxima de uma forma de autoficção pela sua busca pela juventude perdida. Ela conta a vida de indivíduos desconhecidos confrontados aos horrores da história.
Em 9 de outubro de 2014 foi distinguido com o Nobel de Literatura. As obras do escritor tem como cenário principal a Segunda Guerra Mundial e a ocupação da França pela Alemanha nazista. Modiano é o o décimo quinto autor francês laureado com o Nobel de Literatura.O prémio foi-lhe atribuído "pela arte da memória com a qual ele evocou os destinos humanos mais inatingíveis e descobriu a vida do mundo da ocupação alemã"."retirado da Wikipédia

Minha opinião:
Foi a primeira vez que li algo deste escritor que desconhecia por completo. O livro conta-nos a história da pequena Catherine e do seu pai, que se encontram separados respetivamente da mãe e esposa, dado que esta vive nos Estados Unidos da América.
Catherine usa óculos e acha que vive em dois mundos, o mundo com óculos e o mundo sem óculos. Quando vai para as suas aulas de ballet ela vive no mundo sem óculos e durante o resto do dia vive no mundo com óculos.
Gostei muito deste pequeno livro, lio para o Desafio 52 e duas semanas 52 livros na categoria livro escrito por o vencedor de um prémio Nobel.
Aconselho a sua leitura.
Classificação de 4 **** estrelas no Goodreads.

Boas leituras.